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9 de junho de 2016

Os Gêmeos


Imagem: Taxiamarelo


Otávio e Gustavo Pandolfo são os nomes dos irmãos que se destacam, e muito, no cenário da arte do grafite.

Imagem: Streetartnews


Já dá para imaginar qual era a brincadeira predileta deles na infância, não é?? Sempre juntos, foram desenvolvendo um estilo que hoje é referência no mundo inteiro. São formados em Desenho de Comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, porém começaram a carreira colorindo as ruas do bairro onde nasceram, o Cambuci- SP.

Imagem: Arrestedmotion


Com a explosão do Hip Hop no Brasil, nos anos 80, a dupla começou a definir o seu estilo e encontrar o seu lugar.
Já levaram seus trabalhos a países como EUA, Itália, Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha, entre outros.

Imagem: 12ozprophet

Imagem: Design2web


Suas obras retratam problemas políticos e sociais, explorando bastante a expressão de seus personagens, e abusando de tridimensionalidade.

Imagem: Univasf 

Imagem: Um.pro
Imagem: Osgemeos


Eles afirmam que, para entender suas obras, é necessário deixar de lado a razão, dando lugar ao imaginário e que a sensação e o sentimento vêm antes da compreensão.

Imagem: However
 
Imagem: Rapaduracult



“Somos complementares: um completa o pensamento do outro a todo momento, pois nosso processo criativo é tão natural para nós, que é até difícil de explicar. Parece que existe um fio, vamos sempre estar conectados, mesmo quando estamos longe um do outro. É um vínculo eterno”.              Citação do site oficial dos Gêmeos





Um grande abraço e até a próxima!

29 de fevereiro de 2016

De Stijl



Imagem: sala7design


Está acontecendo, no Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo, uma exposição gratuita chamada MONDRIAN E O MOVIMENTO DE STIJL (De Stijl: pronúncia- De Istel/ significado- O Estilo). Eu tive a oportunidade de ir e recomendo muito aos amantes de arte, arquitetura e design.



Imagem: autoral

A mostra reúne telas, documentários, maquetes, esculturas, mobiliário, fotografias e publicações da época.


Imagem: guiadasemana


Imagem: guiadasemana


Imagem: nexojornal


Inicialmente, De Stijl foi uma revista holandesa fundada, em 1917, pelo escritor, crítico, poeta e artista Theo Van Doesburg. Mais adiante, tornou-se um movimento artístico, chegando a ter uma dimensão mundial.
O principal artista deste movimento e que dá nome à exposição, Piet Mondrian, nasceu em 1872, nos Países Baixos. Começou a carreira com pinturas bastante orgânicas e cores escuras. Porém, sofreu influências de grandes nomes como Van Gogh, Jan Toorop, Georges Seurat, Cézanne e Picasso. A partir de 1911, adotou um estilo completamente diferente com linhas retas e cores bem claras ou primárias. Sua obra mais famosa, ‘Composição com Vermelho, Azul, Preto, Amarelo e Cinza’, 1921, inspira o mundo inteiro até os dias de hoje, estando presente no design, na arquitetura, na moda e na arte.    


Imagem: sixmoment


Imagem: globoesporte


Imagem: artmodepassion


Imagem: tes


Além de Mondrian, o espaço expõe obras de outros integrantes do De Stijl, como Gerrit Rietveld, Piet Zwart e Vilmos Huszár.


Imagem: cultura.estadão


Imagem: trendmovel


Imagem: autoral



A exposição estará disponível até 04 de abril de 2016, de quarta a segunda, das 09:00 às 21:00. A entrada é gratuita.





Um grande abraço e até a próxima!

25 de janeiro de 2016

Museu do Amanhã- Um Novo Olhar sobre o Futuro


Imagem: riosemprepresente


Inaugurado em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã busca trazer um novo conceito. Ele já foi idealizado para ser considerado como o 1º museu de terceira geração do mundo. É sabido que a primeira geração remete ao passado, como os de história natural, e os de segunda geração são os de ciências e tecnologia, a terceira geração questiona o futuro. Ele se fundamenta em cinco questões principais: Quem somos? Onde estamos? De onde viemos? Para onde vamos? Como queremos conviver nos próximos anos?


Imagem: gazetadopovo


E para dar corpo a esse espaço de ideias, foi escolhido ninguém mais, ninguém menos que o arquiteto espanhol Santiago Calatrava. O museu é uma construção de 15 mil m², localizado às margens da baía de Guanabara, na zona portuária do Rio de Janeiro- RJ. Possui dois pavimentos, visão panorâmica, um auditório com 400 lugares e uma arquitetura espetacular, que transmite muito bem os ideais do amanhã.


Imagem: arcoweb


Além de um estilo contemporâneo, o prédio tem seus acessos verticais compostos também por rampas, facilitando a acessibilidade. Sustentabilidade é outro ponto forte. A cobertura é formada por 48 estruturas que se movem de acordo com a posição do sol, e servem de base para painéis fotovoltaicos. Aclimatização e os espelhos d’água são feitos com água da própria baía de Guanabara. A iluminação é, preferencialmente, natural. E há a intenção de conseguir a certificação LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council (USGBC).


Imagem: arcoweb

Imagem: museudoamanha

Imagem: museudoamanha


O museu também possui espaço para obras de arte temporárias, laboratório de atividades do amanhã, ambientes para experimentação, exibição de projetos, observatório do amanhã, café e restaurante.


Imagem: museudoamanha

Imagem: museudoamanha

Imagem: museudoamanha

Imagem: museudoamanha


O museu localiza-se na Praça Mauá, 1 - Centro. Rio de Janeiro, RJ.

Obs.: Evite ir de carro, não há estacionamento no Museu do Amanhã.


Terça a domingo, de 12h às 19h.
Fechado às segundas.
Fechado durante o carnaval (de 06 a 10 de fevereiro de 2016).

A partir de 23 de fevereiro de 2016, o Museu retorna ao seu horário normal, das 10h às 18h, com o encerramento da bilheteria às 17h.


Ingressos
·    Inteira: R$ 10,00;
·    Meia-entrada: R$ 5,00;
·    O Museu tem entrada gratuita às terças-feiras;
·    Bilhete Único dos Museus (Museu do Amanhã + MAR): R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada);

·    Formas de pagamento: dinheiro e cartão de crédito ou débito.





Um grande abraço e até a próxima!
 


22 de janeiro de 2016

Por detrás da Mona Lisa




Imagem: radiopositiva


Quando Leonardo da Vinci pintou a Mona Lisa (A Gioconda), no século XVI, certamente não imaginou o quão emblemática seria sua obra. Como é conhecido por elaborar enigmas e códigos, é possível encontrar mensagens e referências em seus quadros, mas a moça com sorriso misterioso vem, há muito tempo, quebrando a cabeça de estudiosos e amantes de arte. 


Imagem: noseahistoria

Recentemente, um investigador francês encontrou, através de reflexos de luz, um outro rosto que, supostamente, seria a verdadeira Mona Lisa. 


Imagem: revistagalileu

Pascal Cotte é pioneiro em um método que permite avaliar os reflexos da luz no quadro, percebendo assim, suas camadas mais internas.
O quadro foi encomendado por um comerciante de Florença, que solicitou um retrato de sua esposa, Lisa Gherardini. Porém, encontrar outra imagem, por trás da pintura mais famosa do mundo, sugere várias teorias.
Talvez, a suposta imagem tenha servido apenas como ponto de partida para a grande obra, como se fosse uma espécie de croqui, afinal, não são muito diferentes. Ou teria, da Vinci, “reciclado” uma tela de alguém muito parecida? 



Imagem: nbcnews

É sabido que, ao longo dos séculos, a tela passou por inúmeras alterações, através de restauro, chegando até a perder as sobrancelhas. Pode ser que a imagem que vemos hoje, não seja realmente igual a que foi entregue ao senhor Francesco del Giocondo.
Mas o que alimenta as conspirações é pensar que, na verdade, o grande Mestre escondeu, em sua mais célebre obra, a imagem de outra pessoa (e quem seria?), e que a Mona Lisa que conhecemos estaria rindo ironicamente deste fato.
Ou pensar que alguém, intencionalmente, repintou a tela também pode gerar boas discussões, afinal, seria atribuída a outra pessoa, a autoria pelo grande mistério da arte? 



Imagem: cultura.hu

Como, provavelmente, nunca teremos certeza acerca dessas e outras teorias que envolvem o quadro, só nos resta escolher em que preferimos acreditar e aguardar outras análises.






Um grande abraço e até a próxima!

10 de dezembro de 2015

Etta James, a Miss Peaches




Imagem: bet




Esta semana, eu entrei em um estabelecimento público e, para minha surpresa, estava tocando uma música* da Etta James. Eu fiquei um pouco em choque e feliz, pois foi a primeira vez que a escutei fora de alguma das minhas playlists. E como Mais Arquitetura é um blog que trata de arte também, decidi falar um pouco sobre essa diva maravilhosa que inspirou tantas gerações.
Em Los Angeles, no dia 25 de janeiro de 1938, nascia Jamesetta Hawkins, a garota que marcaria o cenário musical, a partir dos anos 50. Porém, ainda aos cinco anos de idade, começou a ter contato com a música, tendo aulas na Igreja Batista de St. Paul. Mudou-se para São Francisco aos 12 anos e, em 1952, formou o grupo As Creolettes com mais duas amigas. 


Imagem: youtube


Logo atraiu a atenção de Johnny Otis, músico, instrumentista e empresário, que investiu na jovem Jamesetta, aliás, foi ele quem inverteu as sílabas de seu nome, transformando-a em Etta James. 


Imagem: ace records


Tem início então, sua carreira de sucesso. Cantou com a banda Etta James & the Peaches, fez turnê com Johnny “Guitar” Watson e gravou duetos com Harvey Fuqua (The Moonglows). 


Imagem: bret little hales


Etta cantou estilos como Gospel, Jazz, Rock, Blues, destacando-se assim, no que viria a ser chamado de R&B (Rhythm and Blues). 


Imagem: loft 965


Há muito tempo, seu trabalho vem influenciando tantos outros astros e estrelas como Janis Joplin, Cyndi Lauper, Céline Dion, Rod Stewart, Christina Aguilera, Beyoncé, Adele, Amy Winehouse, Joss Stone, etc. (que lista, hein!). Em 2011, chegou a cantar com o rapper Flo Rida, a música Good Feelings, à qual sua participação foi incorporada na introdução.



Imagem: so singles


Mas, como a vida de ninguém é perfeita, enfrentou uma série de problemas em sua vida pessoal. Sempre esteve acima do peso e era displicente com sua saúde. Passou por problemas com drogas e precisou fazer cirurgia gástrica para combater a obesidade. Chegou a pesar quase 200 kg e a cantar em cadeira de rodas. Porém, deu a volta por cima, superou a dependência química e conseguiu emagrecer mais de 90 kg.


Imagem: de anima verbum


Etta James era forte, corajosa, autêntica e à flor da pele. Tudo isso fica muito claro através de seu trabalho, que emociona e envolve. Sua voz forte é incomparável, com seus graves e gritos (um tipo de grito intenso, do coração). Sua música é romântica, mas tem um ritmo muito próprio. É perfeita para vários momentos.


Imagem: harlem condo life


As minhas canções prediletas são:

  • At Last (um dos maiores sucessos)


  • All I Could Do Was Cry


  • Almost Persuaded


  • Pushover


  • I’d Rather Go Blind


  • Something’s Got A Hold On Me (participação em Good Feelings)


  • *Stormy Weather


Entre muitas outras, obviamente, mas é que sou muito sentimental, rs. Vale à pena dar uma conferida em cada uma delas.

Em 20 de janeiro de 2012, às vésperas de completar 74 anos, a grande voz de Etta James silenciou para sempre. Ela sofria secretamente de Alzheimer e vinha lutando contra leucemia. Mas o que não morre é o seu legado, o que não morre é a arte. O talento permanece, a música permanece, a alma permanece. 


Imagem: bet




Um grande abraço e até a próxima!


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